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7 de jan de 2013

Resenha: Os Deixados Para Trás

Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Páginas: 320

Autor: Tom Perrota

 O que aconteceria se, de repente, sem nenhuma explicação, pessoas simplesmente desaparecessem, sumissem no ar? É o que os perplexos moradores de Mapleton, que perderam muitos vizinhos, amigos e companheiros no evento conhecido como Partida Repentina, precisam descobrir. Desde o ocorrido nada mais está do mesmo jeito — nem casamentos, nem amizades, nem mesmo o relacionamento entre pais e filhos. O prefeito da cidade, Kevin Garvey, quer acelerar o processo de cura, trazer um sentimento de esperanças renovadas e propósito para sua comunidade traumatizada. Ainda que sua família tenha sido desfeita com o desastre: sua esposa o deixou para se juntar a um culto cujos membros fazem voto de silêncio; seu filho, Tom, abandonou a faculdade para seguir um profeta duvidoso chamado Santo Wayne; e sua filha adolescente, Jill, não é mais a dócil estudante nota dez que costumava ser. Em meio a tudo isso, Kevin ainda se vê envolvido com Nora Durst, uma mulher que perdeu toda a sua família no 14 de Outubro e continua chocada com a tragédia, apesar de se esforçar para seguir adiante e recomeçar a vida. Com emoção, inteligência e uma rara habilidade para enfatizar os problemas inerentes à vida comum, Tom Perrotta escreve um romance impressionante e provocativo sobre amor, conexão e perda. 


RESENHA: A história se passa em Mapleton, uma cidadezinha pacata que é abalada após o Grande Arrebatamento ou Partida Repentina, fato ocorrido em 14 de outubro no mundo todo. Pessoas estão correndo, jantando, vendo TV ou brincando com seus filhos quando de repente elas desaparecem, do nada. O acontecimento recebeu o nome de Grande Arrebatamento por se tratar de um arrebatamento inexplicável de várias pessoas, onde quem ficou para trás nada sabe, para onde elas foram, o que aconteceu a elas e nem mesmo onde estão.
Alguns fanáticos por religião e até mesmo loucos acreditam que o arrebatamento foi um chamado de Deus, onde se inicia o Juízo Final, outros, mais centrados e com os pés no chão não sabem nem mesmo no que acreditar. Depois do 14 de outubro surgem no mundo todo novas religiões e sociedades como os Remanescentes Culpados, grupo que se vestem apenas de branco, andam em duplas, vivem num condomínio isolado, não falam nada com ninguém e fumam cigarros, pois assim eles propagam sua fé em Deus e esperam pelo novo chamado.
O livro não é sobre uma busca por respostas em relação ao acontecido, mas é um história sobre a continuação da vida de quem ficou para trás, como Kevin, que se tornou prefeito da cidade, vive uma crise com sua filha e que foi abandonado por sua mulher que se alistou aos Remanescentes Culpados. Seu filho Tom, foi embora também, largou a faculdade e entrou para uma ceita religiosa, que no final se descobre ser uma grande farsa, cheia de mentiras e de segredos podres.
Temos também Nora, uma mulher que perdeu os dois filhos e o marido que a traia e vive uma crise na sua vida, sem gosto e vontades para nada, neste mesmo tempo temos um reverendo louco que deixou a igreja para se vingar e revelar os maiores podres de quem ficou para trás também, segundo ele, esquecidos por Deus.
O livro não deixa nada claro e nem diz se foi mesmo algo causado por Deus, não há explicação, é um suspense que nos deixa pensando sobre o que aconteceu realmente e onde estão as pessoas que sumiram.
O final do livro não surpreende e nem encanta, termina de uma foram que deixa muito a desejar, nada chocante, nada medonho nem interessante, simplesmente termina com a ideia de uma suposta continuação, que nem existe, pelo menos ainda. É um livro parado, mas é como um soco no estomago, mostrando uma catástrofe que nem imaginamos que possa algum dia acontecer, mas que de certa forma é chocante e até, porque não, real.

OBS: O livro possui duas capas, veja aqui.






10 comentários:

  1. Oieeee.....
    Nossa que horror as pessoas sumirem... O.o
    No começo da resenha eu pensei NOSSAAAA preciso ler .... ahuahuahuhaua ai depois eu li que o final fica meio em branco... e depois da minha leitura com a Menina que não sabia ler, quero ficar um tempo sem livros que não tem fim hauhauhauhau

    Mas ótima resenha... parabéns... ^^

    Beijão
    Lylu
    Relíquias da Lylu - http://reliquiasdalylu.blogspot.com.br/

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    1. Fica meio em branco mesmo o final, mas é muito bom.
      Da aquela sensação de uma continuação sabe, quem sabe né, atpe agora não tem nada a respeito ainda.

      Bjão!

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  2. Oi Markos,
    A primeira vez que vi esse livro pensei que trataria exatamente o contrário. Conheço vários livros falando sobre esse assunto que acho até bastante interessante mas esse não me conquistou. Não gosto de finais sem fim rs.
    Otima resenha.
    Bjs

    Joyce
    entrepaginasesonhos.blogspot.com.br

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    1. Esse é um final sem fim... rs
      Mas o que gostei foi a forma como ele tratou o desaparecimento das pessoas e não dar uma explicação, já que ninguém volta para contar.

      Bjão!

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  3. Tava lendo a resenha e pensando: "tenho que ler esse livro AGORA!" Mas saber que o final não é final me deixou meio assim... Coloquei na listinha, mas não estou mais com tanto ansiedade de ler! Hahah

    Ótima resenha!
    Beijo,
    entaoqsd.blogspot.com.br
    & confesionesenpalabras.blogspot.com.br

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    1. Ele deixa meio a sensação de história sem fim, mas no geral é bom. É um assunto novo, uma forma nova de mostrar um fim sabe.

      Bjão!

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  4. Olha eu nao tinha a menor vontade de ler este livro até agora, mas depois de ler sua resenha agora eu NAO quero ler ele de forma alguma kkk
    odeio livros q nao me agradam no final, sinto q perdi tempo de viver esperando algo emocionante q nao veio ;s
    beijos
    http://nolimitedaleitura.blogspot.com.br/

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    1. hahahaha
      Eu esperava mais do livro também, mas gostei dele, por tratar do assunto de uma forma mais real, é um tipo de distopia bem diferente.

      Bjão!

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  5. Finalmente um resenha desse livro!

    Meio chato isso do final deixar a desejar, é o tipo de coisa que me deixa maluca. Sem falar no fato de ser parado, são raros os livros assim que não são um suplicio pra ler. Estou um pouquinho curiosa, mas existem outros livros que eu prefiro ler primeiro.

    Beijitos

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    1. O livro é meio parado por contar a continuação da vida das pessoas que ficaram, mas é bom sim. Bem dramático e real.

      Bjão!

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