Em março de 1963, há 50 anos, surgia nas páginas do jornal Folha da Manhã, atual Folha de S. Paulo, uma menininha muito briguenta e determinada, em meio a um grupo de meninos que já ilustrava as tirinhas do periódico paulistano. Em pouco tempo, a menina tornou-se líder da turma, a dona da rua do Bairro do Limoeiro e também um ícone forte na cabeça dos brasileiros.
Na liderança absoluta do mercado de
quadrinho nacional, representando 86% dos gibis consumidos no país, ela e seus
amiguinhos tornaram-se uma referência para a infância brasileira. Essa é Mônica, criada por Mauricio de Souza.
São as lembranças do jeito moleque de brincar na rua, de
subir em árvores e de utilizar brinquedos simples, aliadas a um olhar critico e
observador da sociedade, que levaram Mauricio
de Souza a criar seus primeiros personagens, em 1959. Nos anos seguintes, o
volume de personagens só cresceu, fazendo frente ao produto estrangeiro que
desaguava no Brasil nos anos 60, a variedade de personagens criados, foi criada
em cima de uma estratégia para enfrentar a concorrência norte-americana.
Depois do Bidu e do Franjinha, seus
primeiros personagens, veio o Cebolinha,
inspirado em um menino que trocava as letras na cidade Mogi das Cruzes, onde Mauricio morava, mas faltava algo na
turma, faltava um toque feminino, que nasceu da observação do que lhe estava
mais próximo e foi sua inspiração: sua filha Mônica Souza.
Logo a menina do vestidinho vermelho ganhou destaque e, em 1970, foi a primeira a ser lançada em revista própria, com tiragem de 200 mil exemplares.
Logo a menina do vestidinho vermelho ganhou destaque e, em 1970, foi a primeira a ser lançada em revista própria, com tiragem de 200 mil exemplares.
Ao longo de 50 anos, Mônica
passou por muitas transformações. De atarracada e com cabelos espetados, passou
à bochechuda e mais longilínea, até voltar a ser mais baixinha e gordinha como
é hoje.
No final dos anos 70 virou peça de teatro baseada na obra Romeu e Julieta, nos anos 80 virou longa
metragem e nos anos 90 ela e sua turma apresentaram o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu próprio gibi.
Nos anos 2000 vieram as maiores
mudanças, tornando a Mônica em
embaixadora do Fundo das Nações Unidas
para a Infância (UNICEF) e no ano seguinte surgiu a versão adolescente.
Mônica esta presente em mais de 30 países com histórias publicadas em gibis e livros.
Este ano as comemorações não param, com a Exposição Mônica 50 Anos e uma nova montagem do espetáculo Romeu e Julieta e muitas outras atrações divulgadas ao longo do ano.
Mônica esta presente em mais de 30 países com histórias publicadas em gibis e livros.
Este ano as comemorações não param, com a Exposição Mônica 50 Anos e uma nova montagem do espetáculo Romeu e Julieta e muitas outras atrações divulgadas ao longo do ano.


